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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Paralisia das cordas vocais

Causas

As cordas vocais movem-se graças à acção dos músculos laríngeos, controlados pelo sistema nervoso. Os impulsos que regem os seus movimentos são gerados no córtex cerebral, passando posteriormente para o bulbo raquidiano, onde se encontra o núcleo de origem do nervo vago ou X par craniano. Este nervo, para além de controlar a mobilidade de inúmeros órgãos internos, emite ramificações específicas que inervam os músculos da laringe: o nervo laríngeo superior, que rege a mobilidade do músculo cricotiróideo, e o nervo laríngeo inferior ou nervo recorrente, que faz o mesmo com o resto da musculatura que acciona as cordas vocais. A paralisia das cordas vocais pode ser provocada por um problema em qualquer ponto deste circuito. De qualquer forma, só em casos excepcionais é que se trata de uma patologia do sistema nervoso central, embora possa ser originada por traumatismos, tumores e acidentes vasculares cerebrais ou corresponder a apenas mais uma manifestação de doenças neurológicas difusas. Contudo, o mais frequente é ser provocada por uma alteração que interrompe a transmissão dos estímulos no nervo vago ou de algum dos nervos laríngeos, podendo tratar-se de uma alteração difusa que afecta estes nervos entre outros, no decurso de um processo inflamatório (neurite) originado por uma infecção, normalmente viral, ou como consequência de uma intoxicação (chumbo, arsénico). Na maioria dos casos, trata-se de uma compressão ou lesão em algum ponto do seu percurso. De qualquer forma, os nervos que regulam os movimentos das cordas vocais podem ser comprimidos perante o desenvolvimento de tumores situados no pescoço ou no tórax (cancro broncopulmonar, do esófago, da tiróide) ou por lesões resultantes de traumatismos cranianos ou vertebrais. De facto, existem inúmeras patologias desta zona que podem provocar a paralisia de uma corda vocal ou de ambas, em casos mais raros, existindo situações em que um dos nervos é acidentalmente danificado durante uma intervenção cirúrgica - por exemplo, na extracção da tiróide no decurso do tratamento de um cancro desta glândula.

Manifestações

A paralisia unilateral costuma manifestar-se através de uma alteração característica na emissão dos sons denominada voz bitonal, em que cada corda vocal vibra com uma tensão distinta. Embora seja praticamente impossível falar alto, não costuma provocar grandes problemas respiratórios, pois a corda vocal saudável mantém-se activa e a passagem de ar nunca fica completamente obstruída.

Em caso de paralisia bilateral, a situação é diferente, tanto no que diz respeito à fonação como à respiração. Por um lado, a voz tem uma intensidade muito limitada, apesar de manter uma boa qualidade. Por outro lado, como as cordas vocais paralisadas não conseguem dobrar-se até às paredes da laringe, a abertura da glote não é total, podendo permanecer fechada, com graves repercussões para a respiração. Quando a fenda entre ambas as cordas vocais fica semiaberta, permitindo a passagem de alguma quantidade de ar, provoca uma dificuldade respiratória de intensidade variável, acompanhada por um ruído rude em cada respiração. Mas, quando a glote fica praticamente fechada, origina uma insuficiência respiratória de máxima gravidade que necessita de um tratamento de urgência.

Tratamento

A terapêutica baseia-se, sobretudo, em eliminar a causa, quer seja através da administração de anti-inflamatórios, para tratar a inflamação de um nervo, ou mediante o recurso à cirurgia, para libertá-lo no caso de se encontrar comprimido por um tumor. No entanto, isto nem sempre é possível devido ao desconhecimento da causa da paralisia ou por esta se dever a uma lesão irreversível de um nervo laríngeo. Nestes casos, só é possível empreender as medidas mais adequadas para corrigir as alterações da fonação ou solucionar os problemas respiratórios.

Na paralisia unilateral, na maioria dos casos de evolução espontânea favorável, pode ser útil o paciente praticar exercícios de terapia da fala para fortalecer a corda vocal ilesa e, assim, alcançar uma melhoria da voz. Quando o problema se prolongar ou for irreversível, pode-se recorrer à cirurgia, procedendo-se, por exemplo, ao implante de material sintético do tipo teflon na corda vocal afectada.

Na paralisia de ambas as cordas vocais, o tratamento visa solucionar a consequente insuficiência respiratória, por vezes tão grave que coloca em perigo a vida do paciente. Neste caso, o médico pode ver-se obrigado a efectuar uma traqueostomia, ou seja, uma abertura da traqueia, mediante uma incisão no pescoço, de modo a introduzir uma cânula que permita o acesso do ar aos pulmões.

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2 comentários:

Adilson Brandão disse...

Muito bom artigo, interessante abordagem, embora suscinta, mais esclarecedora.

Anônimo disse...

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